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SUBMISSÃO — Desafio 2 (Melhorar o acesso a dados geoespaciais do CAR)

Solução: Base CAR Aberta — captura por celular+GPS + vetorização automática

Equipe B (Novaterra · 10 especialistas GIS/satélite) · motor: uso-de-solo (nosso) personas: Seu Raimundo (captura) + Luana (base de referência confiável) Entregáveis: (1) Ideação · (2) Vídeo ≤2 min · (3) Pitch (slides+áudio)


0. Posicionamento (a regra que faz ganhar)

NÃO competir com MapBiomas/FBDS/INPE em "mapa nacional de uso/cobertura" — é o trabalho de casa dos parceiros da organização. Ganhar pelo ângulo acessível + automação: deixar o produtor gerar as camadas georreferenciadas do imóvel a partir de celular + GPS e vetorizar feições naturais (rios→APP, afloramentos, declividade→uso restrito) automaticamente, gerando bases de referência prontas para o CAR.

📱 Só celular + GPS — sem drone. Drone é caro e exclui o pequeno produtor. O GPS do celular já dá coordenadas que (a) validam o perímetro e (b) permitem checar sobreposição na hora contra os 8M CAR + áreas protegidas. Acessibilidade = critério de julgamento.

Frase-âncora: "Base CAR Aberta: do celular do produtor (fotos + GPS) às camadas do CAR, vetorizadas automaticamente."


1. ENTREGA 1 — IDEAÇÃO

Problema A confiabilidade do CAR depende de bases geoespaciais atualizadas e consistentes, mas obtê-las com rapidez e acurácia é caro e técnico. Faltam bases de referência atualizadas; feições naturais (rios, afloramentos, APP, uso restrito) não estão vetorizadas por imóvel; e o pequeno produtor não tem como desenhar seu imóvel georreferenciado sem GIS — o que gera sobreposições, posses indefinidas e análises frágeis (briefing, Desafio 2).

Solução Base CAR Aberta: um pipeline + ferramenta acessível que (1) recebe fotos de celular ou captura georreferenciada do imóvel; (2) gera o perímetro georreferenciado; (3) vetoriza automaticamente as feições naturais (hidrografia→APP por regra do Código Florestal, afloramentos, declividade→uso restrito) cruzando satélite + MDE; (4) atualiza o mapa de uso e cobertura do imóvel (motor uso-de-solo); e (5) entrega camadas de referência prontas para o CAR e para a análise da Luana.

Público-alvo Seu Raimundo (captura acessível, sem GIS) e Luana/OEMA (base de referência confiável e atualizada para análise).

Impacto Bases geoespaciais por imóvel, geradas de forma acessível e automatizada → menos sobreposição/posse indefinida, APP/uso restrito corretos, análise do CAR mais rápida e confiável. Complementa SNIF e os mapas da FBDS (não os substitui).

Viabilidade O motor de classificação de uso/cobertura (uso-de-solo) está validado (96% em janela de Goiás) e o time tem 10 especialistas GIS/satélite. Captura por celular + GPS + vetorização por regra são construíveis no período do evento (demo em Goiás).

Tempo de implementação Protótipo demonstrável no evento; piloto por município/UF em seguida; escala nacional como roadmap (consumindo Landsat/Sentinel/MapBiomas/FBDS como insumo).

Benefícios Individuais: o produtor desenha e atualiza seu imóvel sem técnico. Coletivos: bases de referência abertas e atualizadas → melhor combate ao desmatamento, regularização fundiária e qualidade das análises do CAR.


Pipeline técnico (já em operação) — Sentinel-2 × CAR

100% dados abertos e gratuitos, sem drone: **Sentinel-2 (10 m, gratuito, revisita ~5 dias)

Feição pedida (briefing) Como derivamos
Corpos hídricos NDWI/MNDWI (Sentinel-2)
Mata nativa (remanescente) classificador uso-de-solo (fenologia/textura) — separa nativa de plantada
Silvicultura (eucalipto/pinus) classificador (talhões regulares + fenologia)
Afloramentos rochosos espectral SWIR (Sentinel-2)
Estradas vetores existentes (IBGE/DNIT/OSM) — 10 m é grosso p/ estrada

Camadas-apoio (também gratuitas):

→ APP/uso restrito/RL por imóvel + alerta de desatualização, anual e automatizável, complementando (não substituindo) os mapas da FBDS/SNIF.

O que já temos ingerido (base nacional, números reais)

Não partimos do zero — a base já está ingerida e cruzável:

Camada CAR Registros
Perímetros do imóvel 7,36 milhões (de 8,2 mi no país)
APP 11,68 milhões
Reserva Legal 6,19 milhões
Área consolidada 5,53 milhões
Vegetação nativa (remanescente) 4,83 milhões
Hidrografia 3,86 milhões
Servidão administrativa 2,16 milhões
Uso restrito 169 mil
Área de pousio 214 mil
Cruzamento CAR × áreas protegidas 4,13 milhões

✅ Prova em 3 CARs reais (Jataí-GO) — já rodando

Rodamos o pipeline em 3 imóveis reais da base ingerida (resumo; detalhe em TESTE_3_CARS.md):

Caso Área APP declarada APP derivada (auto) RL% Veredito
Confere 515 ha 55 ha 15 ha (piso 30 m) 23,3% conforme ✅
Degradado 34 ha 0 0 0,3% déficit RL 6,76 ha → PRA ⚠️
Só perímetro 1.470 ha 0 67,8 ha 20,7% APP auto-mapeada 🟢

→ Mostra os 3 estados reais: confirma o conforme, quantifica o degradado, auto-mapeia o que só tem perímetro.

🛰️ Validação com rede oficial (IBGE BC100, já ingerida): em Jataí encontramos 1.335 imóveis com rio oficial cruzando o perímetro mas ZERO APP declarada — o maior com 170,9 km de rio em 26.609 ha, sem hidrografia declarada. Caça automática a omissões.

2. ENTREGA 2 — VÍDEO ≤ 2 MIN (roteiro)

Tempo Tela Narração
0:00–0:15 Celular no sítio (fotos + GPS) "Para o CAR funcionar, precisa de dados do território — mas mapear é caro e técnico. A Base CAR Aberta resolve isso."
0:15–0:40 Upload de fotos/voo "O produtor sobe as fotos e o GPS do celular. O sistema gera o perímetro georreferenciado do imóvel."
0:40–1:05 Vetorização automática "E vetoriza sozinho as feições: rios viram APP pela regra do Código Florestal; declividade e afloramentos viram uso restrito."
1:05–1:30 Mapa de uso/cobertura "Sobre satélite, classifica uso e cobertura do imóvel — mata nativa, área consolidada — com nosso motor validado."
1:30–1:50 Camadas exportadas / painel Luana "Saem camadas de referência prontas para o CAR e para a análise da Luana — atualizadas e consistentes."
1:50–2:00 Logo + frase-âncora "Base CAR Aberta: do celular ao CAR, automático."

3. ENTREGA 3 — PITCH (slide a slide)

  1. Capa — Base CAR Aberta · "do celular + GPS às camadas do CAR".
  2. Problema — bases geoespaciais caras/desatualizadas; feições não vetorizadas; produtor sem como desenhar o imóvel (briefing D2: sobreposição, posses indefinidas).
  3. Posicionamento — não substituímos MapBiomas/FBDS; tornamos acessível e automático por imóvel (consumimos SNIF/FBDS como insumo).
  4. Como funciona — celular + GPS → perímetro → vetorização de feições (APP/uso restrito) → uso/cobertura (uso-de-solo) → camadas de referência.
  5. Demo — vídeo/prints (Goiás).
  6. Para a Luana — base confiável e atualizada → análise mais rápida.
  7. Impacto — menos sobreposição; APP correta; melhores análises; combate ao desmatamento.
  8. Modelo de negócios (open-core)fluxo + método de base de referência open source (CAR DPG); receita B2G (OEMAs/UF pagam por bases atualizadas e pela operação do pipeline) + licenciamento do motor.
  9. Diferencial competitivo — 10 especialistas GIS/satélite (Novaterra) + motor uso-de-solo validado (96% em Goiás; SPOT-5 2007 para provar consolidada pré-2008) + capacidade de operar em escala. "Copiam o fluxo; não copiam a acurácia nem o time."
  10. Fechamento — "Bases geoespaciais do CAR: acessíveis, automáticas, abertas."

4. Mapeamento aos 4 critérios


5. Caveats de honestidade (dizer no pitch, ganha credibilidade)

6. Checklist